Sueños y experiencias

25 11 2009

Antes de viajar soñamos, anticipamos la llegada, saboreamos las comidas, disfrutamos de os ambientes generamos expectativas en nosotros mismos. Pero turismo es un producto sui genere, compramos algo que no tenemos certeza absoluta que nos van a entregar de la misma forma que esta en los catálogos.
Nosotros gestores culturales no podremos hacer azul un mar que nos es azul, o poner más agua en una cascada que esta casi seca, pero podemos aproximar el turismo de la realidad, haciendo que sueños se vuelvan en una experiencia positiva.
Sueños y experiencias son dos palabras que señalan tendencias en la economía y que fueron incorporados por el turismo., pero que son dos cosas comunes a la cultura
Para Rolf Jensen, un Cientista Político danés, autor del libro The Dream Society,
“Entraremos en la sociedad de los sueños, donde el consumo será mucho más emocional que racional, y las empresas tendrán que agregar sus valores e su historias a los productos se desean conquistar el corazón del cliente”, la conclusión es evidente, “No tenemos defensas contra una historia bien contada, porque va directa al corazón”, nos dice. Las personas no tomarán sus decisiones sólo por los beneficios intrínsecos de los productos y servicios, sino cada vez más por un valor agregado que satisfaga sus necesidades emocionales de aventura, amor, amistad, identidad, tranquilidad, fe o creencias. “Historias y cuentos hablan directamente al corazón” y los turistas buscan emociones un encuentro con lo inesperado. Hay quienes llame a eso de economía de la experiencia, pero es otra historia.
Y que papel juega la gestión cultural en ese nuevo turismo?
Desde la perspectiva de diseño del producto la gestión cultural ayudará a contar historias, empezando por rescatar las historias que existen. No hay ninguna necesidad de crear nuevas historias, ellas hacen parte de la vida de las comunidades, y el principal será ayudar a materializar sueños, que según creé Jensen es el móvil del desarrollo humano.
Las historias contadas, y vividas, harán parte da experiencia del viaje, lo que nos lleva a la economía de la experiencia.
Para Pine y Gilmore, en su libro La economía de la experiencia: el trabajo es teatro y cada empresa un escenario, “La economía de la experiencia es una nueva era económica en la que cada empresa es un escenario y todas ellas deben urdir memorables ‘puestas en escena’, para asistir a los cuales hay que pagar la entrada”. Según estos autores, más allá de proveer servicios, las empresas exitosas deben ofrecer experiencias memorables para sus clientes.
Diseñar escenarios para que turistas vivan experiencias positivas de disfrute del patrimonio cultural y natural es un nuevo reto para la gestión cultural.
La nueva propuesta para el turismo cultural y comunitario es la participación de del gestor cultural como arquitecto de sueños e ingeniero de experiencias.





Turismo e culturas

7 11 2009

Um dos benefícios que a atividade turística pode trazer é o diálogo entre culturas, contribuindo para a construção de uma cultura de paz. A partir do momento em que eu passo a conhecer melhor o outro, passo a respeitar o seu modo de ser por mais diferente que seja do meu. No diálogo entre cultura e turismo é essencial não somente trabalhar as comunidades receptoras, mas também se preocupar com a educação dos visitantes, especialmente quando a atividade turística está deixando de ser passiva, observadora, para ser ativa, experimentadora. O diálogo da cultura com o turismo é essencial para minimizar os impactos negativos e potencializar os positivos. Especial cuidado deve ser tido em relação à construção de falsos símbolos, para agradar ao turista, se na preocupação em não perder os recursos advindos do turismo as comunidades passarem a se adaptar cada vez mais àquilo que os visitantes querem deixarão de ser elas próprias para serem um pastiche daquilo que um dia foram, estando muito longe ainda de serem aquilo que os visitantes são, ainda que à eles se assemelhem.





Turismo: Consagração da Diversidade

26 09 2009
Turismo: Consagração da Diversidade

Turismo: Consagração da Diversidade


Há 30 anos a Organização Mundial do Turismo instituiu o 27 de setembro como o Dia Mundial do Turismo, a cada ano os eventos giram em torno de um tema. Se em 2008 fomos convidados a “Responder aos Desafios das Mudanças Climáticas” (Responding to the Challenge of Climate Change), em 2009 nos é oferecido a oportunidade de celebrar a Diversidade (Tourism: Celebrating Diversity).
Esta diversidade não deve ser compreendida tão somente como a diversidade cultural e natural que faz com que cada destino seja diferente do outro, mas também a diversidade de olhares, a qual permite que cada turista veja de maneira única o lugar visitado.
Um olhar diverso sobre o outro (destino, paisagem cultura, pessoas), é catalizador para a cultura de paz, somos diferentes e diversos, mas somos membros da mesma humanidade, e assim o turismo contribui, para a abertura das fronteiras, ainda que nas fronteiras físicas se exijam os vistos e passaportes.
A diversidade natural e cultural motiva o turismo, e este traz como benefícios o desenvolvimento social, a redução da pobreza, e, para assegurar a continuidade dos benefícios, a preservação da própria diversidade.
Preservar esta diversidade, lutar contra construção de não lugares, contra a clonagem de festas e eventos, é a garantia que o turismo continuará vivo, pois se todos os lugares se parecerem, se todas as culturas se pasteurizarem, não haverá motivo para fazer turismo, pois o outro lugar também passará a ser onde já estamos.
Imagem daqui: http://www.redbubble.com/people/jameslillis/clothing/1294869-2-celebrate-diversity-smurf-style

Imagem daqui: http://www.redbubble.com/people/jameslillis/clothing/1294869-2-celebrate-diversity-smurf-style





MAIS QUE UM CASTELO DE CARTAS, UM HOTEL

20 09 2009

Quando você pensa que já viu tudo em matéria de esquisitice na construção de hotéis, o IHG se supera, e lançou no último dia 18 de setembro, em Nova York, um hotel feito inteiramente de cartões magnéticos (key cards), da recepção ao banheiro tudo foi construído com cartões plásticos, a bem da verdade com 37 m² de área construída o Holiday Inn Key Card Hotel, isto mesmo Holliday Inn, resume-se à recepção e a um quarto, e não é propriamente um hotel, mas sim uma maneira que a rede encontrou de relançar a marca em grande estilo.
O Hotel foi construído por Bryan Berg, recordista mundial em construção de Castelo de Cartas (se não fosse pelo IHG morreríamos sem saber que existia esta categoria), que usou 200.000 cartões magnéticos.
Até o dia 21 de setembro o “hotel” estará aberto ao público e durante este período Bryan Berg estará trabalhando no lobby para erguer uma réplica do Empire State Building, com 3m de altura.





Olá! Está me ouvindo?

4 09 2009

Como dizer olá a quem não entende olá? O Ministério do Turismo acha que tem a resposta e lança um grande programa de qualificação em idiomas para os trabalhador do turismo, não raro órgãos estaduais e municipais de turismo também promovem cursos rápidos de inglês ou espanhol instrumental, seja lá que variante do idioma isto for, para estes mesmos profissionais. No caso do MTur a ação visa a Copa do Mundo de 2014, nos demais casos o alvo são os turistas estrangeiros, mesmo que raros em alguns destinos, que aportam por aqui ao longo do ano.
LIBRASWCO_024
Mas com é que dizemos olá a quem não entende olá? Não porque fale um dialeto arcaico, até porque esta pessoa é brasileira e se comunica utilizado a língua que desde a edição da lei nº 10.436/2002 foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão, algo como uma segunda língua oficial do Brasil. Pois é o turismo ainda não descobriu que há uma grande comunidade de brasileiros que não fala português, mas utiliza a LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) para se comunicar. Se eles são surdos o setor turístico é cego a estes milhões de brasileiros, há números os mais diversos sobre a real quantidade.
Hoje a integração da pessoa com deficiência motora já é algo comum, muito mais pela força da legislação imobiliária que propriamente por uma opção de mercado. A atenção aos cegos já se está iniciando, principalmente em restaurantes que disponibilizam cardápios em braile, e mesmo em algumas cidades, a exemplo de Aracaju, onde o piso tátil está se tornando comum, entretanto quando é que o turismo vai passar a integrar os deficientes auditivos?
É hora de se enxergar os sinais desse público.





Turismo em tempos de cópia.

27 08 2009

Sabem aquela sensação conhecida com dèjá vu? ela está cada vez mais frequente no turismo, é cada vez mais do mesmo. Se deu certo em um lugar vamos fazer o mesmo por aqui. Quantas vezes não vimos projetos serem lançados como a Cancun de “Deus-sabe-onde”, e cá entre nós para que repetir Cancun se hoje os próprios mexicanos se penitenciam dos pecados cometidos fazendo com que os novos projetos da Riviera Maya sejam mais sustentáveis.

Esfínge e piramide em pleno deserto...de Nevada (EUA)

Esfínge e piramide em pleno deserto...de Nevada (EUA)


E é por esta onda do control+C Control+V que assola os projetos(?) turísticos mundo afora que os não lugares acabam se multiplicando e as fotos perdidas nos HD’s tornam-se memórias irrecuperáveis, porquanto não somos capazes de, pelas características do entorno, reconhecer tal e qual paisagem. Dos jardins composto de plantas proveniente de todas as dimensões da galaxia à arquitetura tudo remete a qualquer lugar, menos ao lugar onde realmente se esteve.
Mas não basta copiar a arquitetura o paisagismo, agora deu-se para copiar os eventos, a parada gay faz sucesso para o turismo em São Paulo, então por que não copiar o modelo, não para ser algo espontâneo para celebrar a diversidade sexual, mas sim como um produto turístico, e o que falar das micaretas ou carnavais fora-de-época que pipocam Brasil afora com as mesmas bandas e abadás franquiados, muitas vezes custeadas pelo meu, pelo seu, pelo nosso dinheirinho regiamente repassado através do Mtur para o município que não tem um simples atrativo trabalhado e que anualmente recebe uma centena de visitantes da capital, pessoas que por vários interesses acompanham o/a filho(a) pródigo(a) que à terra natal retorna para cumprir o ritual anual de visitar os pais em uma destas festas em que a família tem que estar reunida.
New York, New York

New York, New York


Veneza americana

Veneza americana





O hotel é mais embaixo.

20 08 2009

Observem este buraco mais embaixo, ou melhor esta cratera, é o resultado de anos de exploração mineral, fica em Songjiang, próximo a Shangai, na China.

Cratera em Songjiang - imagem  urbanity.es

Cratera em Songjiang - imagem urbanity.es


Pois é, empresários locais resolveram fazer algo útil neste terreno(?), claro que o aproveitamento de pedreiras abandonadas não é nenhuma novidade, mas o inusitado é que os chineses queriam, e querem, jogar os turistas neste buraco, e quem tiver condições certamente vai querer ir, ao menos por curiosidade. Para isto abriram um concurso para construir um hotel, isto mesmo um hotel, aproveitando o terreno(????!!!),
Imagem © Atkins Architects -

Imagem © Atkins Architects -


O Songjiang Hotel será um cinco estrelas com características muito particulares sendo parte do Shanghai Shimao Wonderland, um projeto que é ao mesmo tempo parque temático, resort, centro comercial e de entretenimento, a área total do projeto é de 428.200 m², com uma área construída de 550.000 m².
O vencedor do concurso para a construção do hotel foi o Escritório de Arquitetura Atkins, com uma proposta inovadora, inspirada na água que atualmente preenche o fundo do buraco, nos barrancos e na natureza ao redor, cujo ponto de destaque é a estrutura em vidro que simula uma cachoeira desaguando na cratera de 100 metros de profundidade.
O hotel é a ancora do projeto, serão 400 apartamentos distribuídos por 18 andares, 17 deles abaixo do nível do solo, ou seja dentro da cratera, contando com facilidades tais como piscina termal, restaurante e café subaquáticos. O centro de experiências oferece atrações internas e externas, tais como esportes aquáticos e um shopping center. Também faz parte do hotel um centro de convenções para 1000 pessoas.
A perspectiva noturna é impressionante - Imagem © Atkins Architects

A perspectiva noturna é impressionante - Imagem © Atkins Architects


Entretanto a sustentabilidade é o ponto alto do projeto, indo desde a utilização de telhados verdes ao aproveitamento da energia geotermal, sem contar a forma engenhosa de aproveitamento do que foi um desastre causado a bem do chamado progresso.
A construção se mimetiza com o ambiente -© Atkins Architects

A construção se mimetiza com o ambiente -© Atkins Architects


A previsão de inauguração é para o final de 2010.





Alexandra Hotel

3 08 2009

Para quem já está de malas arrumadas rumo à África do Sul para acompanhar a Copa do Mundo e ainda não tem hotel, aí vai uma dica quente, o Alexandra Hotel. Pela fachada perceber-se logo que é um hotel design, localizado em uma rua tranquila. Infelizmente não temos nenhuma informação sobre reservas e até mesmo a localização é um pouco imprecisa, talvez esteja em Soweto, mas se ficou interessado procure o seu agente de viagens.

A rua é tranquila

A rua é tranquila


Ampla varanda

Ampla varanda


Natureza e arte se complementam na ambientação

Natureza e arte se complementam na ambientação


Imagens originalmente postadas em: http://ajanlo.kapu.hu/pics.php?d=alexandrahotel





O melhor do pior no turismo

3 08 2009

De volta às origens

De volta às origens


Quem quer se prevenir de “roubada” no mundo do turismo agora já tem onde encontrar dicas sobre os piores do turismo. O Titanic Awards pretende escolher o que de pior há na industria turística em categorias como: meios de hospedagem, viagens terrestres, viagens marítimas, viagens aéreas, alimentação e banheiros.
Qualquer viajante pode fazer as suas indicações para qualquer uma das categorias, algumas parecem até piada, como uma indicada para o pior pedido a um agente de viagem, uma reserva para um cachorro da raça Chihuahua, cujos donos são de Nova Iorque, fazer uma viagem até Chihuahua no México a fim de que o cachorro conheça as suas origens.





A Copa começa pelos quartos

29 07 2009

Várias cidades brasileiras, e não só as 12 que serão sede, esperam ansiosamente a chegada de 2014 na esperança dos lucros que advirão do turismo proporcionado pela Copa do Mundo. Algumas, a exemplo de Aracaju, já saíram à frente anunciando a reforma, ou até mesmo construção, de um estádio de futebol, para que assim possa melhor se candidatar a hospedar algum selecionado nacional para fazer uma pré-temporada, ou mesmo utilizar a cidade como sub sede para facilitar os deslocamentos entre duas sede próximas, falta combinar com as federações nacionais esta logística.
Mas será que basta só reformar um estádio, muitas vezes sem observar todos os rígidos critérios de acessibilidade (avenidas circundantes), segurança (o que inclui um rápido escoamento do público e automóveis) e estrutura de transportes públicos? A resposta é não. É necessário desenvolver e ampliar a infraestrutura da cidade, especialmente no tocante à estrutura viária, transportes públicos, aeroporto, e principalmente ampliar a capacidade de hospedagem, que alguns tendem a minimizar porque se pode utilizar um esquema de “cama e café”, entretanto mesmo para isto se exigirá um planejamento.
Colocando em termos práticos, suponhamos que Futebolandia, nossa cidade candidata, disponha de 7 mil leitos, e normalmente no mês de junho tenha uma taxa de ocupação média em torno de 60%, isto significa que ela terá uma disponibilidade média de 2.800 leitos dia, isto é se cada pessoa ficasse somente um dia no destino, mas não é assim, então imaginemos que a taxa média de permanência seja de 2,5 dias, isto significa que a nossa cidade somente contará com pouco mais de 1700 leitos livres por dia, entretanto se considerarmos que na época do Mundial, caso esta cidade venha a hospedar alguma seleção, a taxa média de permanência poderá aumentar, reduzindo proporcionalmente o número de leitos disponíveis.
E o que teríamos que fazer, além de ter um estádio adequado às normas da Fifa, ou um resort com boas instalações desportivas, para Futebolândia reforce as suas pretensões de receber algum selecionado nacional? A resposta obvia é ampliar a capacidade de hospedagem, então considerando que em média o coronograma para a implantação de um novo hotel de médio e grande porte implica em seis meses para o projeto, dois anos para o licenciamentos e, a depender do tamanho, em torno de 18 meses para a construção esta cidade tem menos de uma ano para providenciar a ampliação de sua rede hoteleira. É lógico que os prazos variam para mais ou para menos dependendo da disponibilidade de lotes urbanos, o que facilita o licenciamento ambiental, da capacidade financeira dos investidores, facilitando ou diminuindo a necessidade do acesso aos créditos bancários.
Restam 4 anos e 9 meses para que as seleções comecem a chegar para a Copa do Mundo de 2014, o jogo já começou e não haverá prorrogação. Antes que alguém comente não adianta comparar com copas disputadas na Europa, onde as cidades, além de próximas são interligadas por uma eficiente estrutura de transportes e rodovias.
Então não vamos esquecer que o planejamento da Copa do Mundo deve começar pelos quartos de hotel.