Quo vadis?


Será este o caminho?

A primeira vez que eu fui à Finlândia, eu me preparei literalmente para entrar em uma fria, pois o meu destino nórdico era quase vizinho ao Circulo Polar Ártico, Rovaniemi, a capital da Lapônia, mais conhecida como lar do Papai Noel. Apaixonado por idiomas que eu sou sabia muito bem que a língua falada por aquelas bandas não tem parentesco com nenhuma outra, enquanto que os vizinhos nórdicos, conseguem se entender, já que sueco, norueguês e dinamarquês, são da mesma família, quem fala finlandês, que ainda por cima tem dialetos, não tem esta facilidade.
Mas voltando à vaca fria, neste caso uma vaca congelada muito abaixo de zero, nos meus contatos prévios à viagem obtive um dado precioso, normalmente as informações em placas estava em dois idiomas, menos mal assim não precisaria me preocupar em desvendar o mistério pelo qual até as palavras do vocabulário turístico que se assemelham em vários idiomas em finlandês soa a qualquer coisa, menos aquilo que queremos, como ravintola, que é restaurante, ou puhelin, que como pode-se ver tem tudo a ver com telefone.
Eis que chego a Helsinque em um primaveril (deles) abril, e sou recebido com uma nevasca, tudo bem estava preparado para isto, ou quase se a minha mala não tivesse ficado em Paris, talvez isto tenha ocorrido porque voo em finlandês é lento, não eu não quis dizer que na Finlândia os voos são lentos, até mesmo porque lá até o trenó voa a velocidades além da luz, ou como você acha que daria para Noel entregar tantos presentes mundo afora?
Fui me instalar e esperar pela bagagem. No caminho para o hotel vou tentando me localizar lendo as placas e descubro que realmente tudo está dois idiomas, finlandês e… sueco!!! o outro idioma oficial da Finlândia, mas eu sabia que quando eu chegasse a Rovaniemi iria ser diferente, pois ela, apesar de pequenina, é uma cidade, ao menos durante um mês do ano, muito mais turística que Helsinque, e já tinha informação que lá as orientações estão em até quatro idiomas, o que quando cheguei constatei não ser mentira, pois normalmente as informações estavam em finlandês, sueco e… russo! Mas eu disse até quatro, então em um lugar turístico somente poderia ser inglês, certo? Errado. O quarto idioma era a língua sami, um povo autóctone.
E a que vem este longo introito? Vem a propósito de um tema que sempre recebe críticas nas pesquisas turísticas. Sinalização turística, e é interessante que sempre nos preocupamos que a sinalização seja bilíngue muito antes de saber qual a origem dos nossos turistas, não nos preocupamos que a sinalização seja lógica, não lógica do ponto de vista do morador, mas daqueles que não estão familiarizados com o sistema viário da cidade visitada, acha-se que colocando um placa apontando praia/beach e outra 10km depois o problema está resolvido, entre a primeira placa e a próxima há cruzamentos, rótulas, viadutos, desvios, e a insegurança, será que não deveria entrar à direita naquele acesso?
Mas hoje nada como a boa e nova tecnologia para ajudar-nos, basta um valhei-me Nosso Senhor do GPS para ficar perdido, mas com a sensação que está no caminho, pois ali está o GPS, que conta com a colaboração das Prefeitura e Câmaras Municipais para manter o seu mapa desatualizado, . Afinal de contas por que simplificar se podemos complicar. A Rua de Baixo agora se chama Rua de Cima, mas os moradores ainda a conhecem pelo antigo nome de rua do meio, ruas que eram mão passam a contramão, e por aí vai, e o melhor que ainda há lugares que você sempre pode contar com a gentil colaboração dos locais, com as suas precisas respostas que vão de um “sei não meu rei” à uma indicação que fará você chegar à qualquer lugar menos aonde deseja.
Mas felizmente hoje há diversas ferramentas que podem verdadeiramente auxiliar o turista, eu uso as da google (earth e maps) mais o mappy.
Antes que eu me esqueça, na Finlândia o inglês pode ser empregado tranquilamente.

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