Aeroportos: muito mais que infraestrutura


Com a proximidade dos grandes eventos esportivos que acontecerão no país todas as baterias estão voltadas para as infraestruturas. Não só a construção das arenas esportivas, os aeroportos são uma das consideradas mais estratégicas.
Imprensa, Anac, e Infraero, talvez esta nem tanto, estão em ebulição para cumprir prazos e exigências dos múltiplos órgãos fiscalizadores, pois onde há vultosos recursos há a tentação de desvios.
Pátio de aeronaves, pistas de pouso e auxiliar, terminal de passageiros, equipamentos de segurança de voo e do passageiro, são múltiplas as preocupações e os focos. Mas quem está realmente preocupado com o passageiro e usuário do aeroporto?
De nada adiantará termos aeroportos com estrutura de Hong Kong, ou Singapura Changi, se não conseguimos prestar um bom serviço ao usuário.
Vejamos um exemplo simples, o Aeroporto Internacional Guararapes – Gilberto Freyre, em Recife. Com um terminal amplo, moderno, distribuído em três andares, o aeroporto dispõe de poucos banheiros para o fluxo de usuários projetado, e ai daquele que estando no andar intermediário sinta sede, ou ele se desloca para o 3º andar onde está a praça de alimentação, ou para o térreo e compra uma água mineral a preço de aeroporto, caso não queira pagar por água mineral somente terá à sua disposição fora da área de embarque um bebedouro no andar térreo, mesmo assim terá que procurar muito pois não há sinalização para os bebedouros. Ainda no térreo em um banheiro até existe uma placa sobre um cano indicando que ali presumivelmente deveria existir um bebedouro.
Descarregou a bateria do celular ou do notebook? Azar o seu pois encontrar uma tomada na área dos balcões de check in é algo raro, este serviço que hoje é comum em aeroportos de nível razoável mundo afora, ainda é um sonho em muitos aeroportos brasileiros.
Agora imagine uma outra coisa simples como cadeiras, as que hoje existem ainda dão conta em um fluxo de baixa estação, entretanto serão insuficientes quando houver o aumento esperado de fluxo.

Passageiros desembarcando no Aeroporto Internacional de Punta Cana
Passageiros desembarcando no Aeroporto Internacional de Punta Cana

Enquanto que, por exemplo, no Aeroporto de Punta Cana, que recebe milhões de passageiros, o processo de desembarque-imigração-alfandega é rapidíssimo, em Recife mesmo os nacionais enfrentam longas filas só para passar na imigração, e não estamos falando da chegada de cinco ou seis voos em um curto espaço de tempo como o aeroporto dominicano, mas de um só voo. Quem desembarca em Punta Cana pela primeira vez pode até chocar-se com o fato do aeroporto não ter finger ou ônibus e ter uma estrutura de madeira e palha, e no saguão enormes ventiladores para refrescar os passageiros que aguardam para pagar a taxa de entrada, mas ninguém acaba se dando conta que o processo de imigração-alfândega é rápido, ao contrário do que acontece em nossos aeroportos.
Esteiras de bagagem no Aeroporto Internacional de Punta Cana

Aliás por falar em Guararapes é impressionante o excessivo zelo que os encarregados da segurança tratam o embarque internacional, uma passageira comentou que são mais rigorosos que Nova York, talvez ela não saiba que os recifenses contam que judeus saídos do Recife contribuíram para formar a Nova Amsterdam, mais tarde Nova Iorque, mas na verdade este zelo excessivo traduz em falta de capacitação.

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