Os novos turistas


Arkansaw Traveler’s Saloon (1)

Em 1807 a família real portuguesa veio para o Brasil, aqui chegando em 1808. Todos aprendem nos bancos escolares sobre este episódio da nossa história. Poucos, entretanto, sabem como realmente aconteceu esta fuga atabalhoada.

Sem nenhum planejamento prévio, de repente, ter que mudar toda uma corte, e pessoas que orbitavam em torno dela para um país distante que mal se conhecia. Assim, com as tropas francesas às portas de Lisboa, milhares de pessoas embarcaram em 14 navios e viajaram amontoados sem saber o que encontrariam, logística nenhuma.

Estes “turistas” forçados, que embarcam para uma viagem cujo destino apenas ouviu falar não existe mais, porém parece que grande parte de quem trabalha com o turismo ainda não descobriu que há um novo consumidor, ou melhor novos consumidores se tratarmos daquele que já viajavam e dos que estão acessando agora o mundo maravilhoso do turismo.

As novas tecnologias mudaram o perfil do consumidor, atingindo mesmo aqueles que ainda não estão familiarizados com ela, mas tem um filho, sobrinho, ou neto que o é, sendo assim requisitado para ajudar no planejamento da viagem, mesmo que no final seja utilizado um estabelecimento físico para concretizar o sonho.

Estes novos consumidores, sejam eles experimentados viajantes ou iniciantes, são muito diferentes daqueles do passado, mesmo recente.

São mais informados, conhecem o mundo através das diversas mídias, o que lhes permite fazer escolhas muito específicas, têm um conjunto de informações sobre seus direitos como consumidor, e deveres como viajante, que vai além do básico.

São mais exigentes, por estarem mais informados eles querem muito além do trivial, buscam novas experiências, buscam qualidade, e isto não quer dizer luxo. São mais independentes porém exigem ter uma constante atenção.

São mais espertos, aprendem mais rapidamente como lidar com situações, e são capazes de detectar mais facilmente inconsistências nos produtos ou serviços ofertados.

É inegável o papel que desempenha a tecnologia na formação deste novo turista, porém, infelizmente isto ainda é ignorado pela cadeia produtiva do turismo, e pelos gestores de destinos, muitos acham que basta ter um site, um aplicativo estar presente nas redes sociais já é o bastante, porém nada disto basta se não se levar em conta estes novos turistas.

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